Você já parou para pensar e se perguntar porque a sua empresa precisa de marketing? Vamos refletir por 1 minuto
Todas as empresas gostam de vender. Na verdade, elas vivem disso. E, para isso, precisam fazer marketing, aparecer para as pessoas onde elas estão. Se isso for possível sem nenhuma interrupção, melhor ainda.
Mas não é bem assim que as empresas agem. As empresas fazem um monte de ações para encobrir as deficiências de um produto, em vez de apontar as razões por que ele se trata de um grande produto.
Elas fazem isso para confundir as pessoas, e limitá-las.
Por esse motivo, precisamos repensar o departamento de marketing. Empresas de sucesso e startups estão nascendo sem esse departamento. A 37Signals, de Jason Fried é uma dessas empresas.
Em vez de um departamento de marketing, eles se comportam como se tudo que fizessem fossem marketing. O serviço ao cliente é marketing. Então precisam desenvolver produtos de qualidade.
O tratamento é marketing, a maneira que atendemos o telefone é marketing, o nosso cartão de visitas, e-mails, discurso, nossa fala, ufa! Tudo é marketing.
Jason Fried é bem incisivo ao dizer que o Basecamp, principal produto da 37Signals, conseguiu ganhar atenção de empresas quase inteiramente com base no boca-a-boca.
Mas, será que o Basecamp não poderia ser muito mais bem sucedido se entrasse na modalidade tradicional de marketing: invasivo, autopromocional, e tudo aquilo que vemos diariamente?
Talvez não. O marketing hoje é diferente.
A própria definição do termo muda dependendo do que estivermos falando. Para alguns, marketing é apenas sobre SEO (search engine optimization). Para outros profissionais, marketing significa publicidade (argh!).
Para um outro grupo de profissionais, marketing é relações públicas, assessoria de imprensa e mídia. Isso acaba distanciando a definição, o que esperar e como tratar do marketing em um mundo tão conectado e individualista.
Mas não importa qual é a orientação específica de nenhuma vertente do marketing. Quando uma empresa pensa em marketing, desenvolve marketing, procura marketing ou renega o marketing, ela está focada em apenas 1 coisa: aquisição de clientes.
Tudo que as empresas fazem, direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente, é focado nisso.
Para os profissionais de marketing o objetivo do marketing é expandir mercado por conseguir novos negócios onde você ainda não faz negócios e, por conquistar clientes que você ainda não tem.
Perfeito, não? As empresas competem em um mercado para aumentar a conscientização de seu produto, atrair clientes e estimular as vendas. Faz todo sentido.
Se essa pequena divagação sobre marketing pode nos ensinar alguma coisa é que não devemos apenas pensar no curto prazo. Em vez disso, precisamos repensar e reposicionar nossos recursos de marketing na expansão da consciência do que podemos entregar para nossos clientes.
Primeiro, os clientes atuais. Porque quando nossos clientes atuais sabem mais sobre a nossa empresa e como nosso produto podem ajudá-los ainda mais, eles ficarão mais satisfeitos com as decisões de compra.
As nossas empresas podem gastar muito tempo e muito dinheiro entrando na vida das pessoas e tentando convencê-las imediatamente a comprar o nosso produto.
Será que isso está certo?
Por outro lado, podemos gastar todo esse esforço ajudando os nossos clientes atuais a tirar mais proveito de algo que eles já compraram e já usam. E assim, esses clientes, bem sucedidos e satisfeitos, fazem a engrenagem girar.
E essa mensagem é muito importante: quando você cuida de seus clientes, eles irão cuidar dos seus novos clientes por você.
Não se faz mais marketing com marketing. Fazemos marketing com uma postura servidora ao cliente. Fazemos marketing servindo e municiando o cliente com informações, conhecimento relevante e, ajudando ele a ser bem sucedido, nem que precisemos ensinar muito a eles.
Talvez possamos chamar isso de pedagogia dos clientes: a arte de voltarmos à mentalidade de nossas empresas para ensinar nossos clientes a serem os melhores profissionais do mundo usando nossos produtos, serviços e ferramentas.
Isso funciona muito mais do que qualquer comercial na final do Big Brother.
By - Wbuzz.com.br


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